domingo, 2 de outubro de 2016

Judith Herzberg

JERUSALÉM II
Aqui é como se tudo tivesse algo a dizer.
A sombra do eucalipto contra o muro branco
rutila como um código, um telegrama,
ou como as sombras de chamas sucessivas,
de um fogo distante mas persistente.
Se esta casa um dia voltar a ser arrasada
quem lá mora estará cansado de mais
para voltar a pôr pedra sobre pedra.

O que resta do dia, Trad. Ana Maria Carvalho, Cavalo de Ferro, 2008, p. 129

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