sábado, 27 de janeiro de 2018
Pavel Friedmann
A Borboleta
A última, a última das últimas,
Tão intensa, brilhante, estonteantemente amarela.
Talvez se as lágrimas do sol cantassem
Sobre uma branca pedra.
Tanto, tanto amarelo
Alto levado levemente.
Assim se vai porque tenho a certeza que deseja
beijar o mundo com um a-deus.
Há sete semanas que vivo aqui,
Dentro deste gueto encurralado.
Mas descobri o que aqui amo,
Chamam-me os dentes-de-leão
E os braços da castanha branca.
Só mais nenhuma borboleta vi.
Aquela borboleta foi a última.
As borboletas não vivem aqui,
no gueto.
Pavel Friedman, morto em Auschwitz em 1944
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
“Como serias tu em Auschwitz?” Ainda não sabemos tudo sobre o Holocausto
A publicação de "Holocausto: Uma Nova História", de Laurence Rees, poderá levar a que se pergunte se o mundo precisa de mais um livro sobre o tema. A resposta é: sem dúvida.
- 1.A história, entre a culpa e o orgulho
- 2. Laurence Rees: Um especialista no Abismo
- 3. As raízes do anti-semitismo
- 4.“Sem Hitler, não há Holocausto”
- 5. Porque não fugiram os judeus alemães?
- 6. Porque foi a taxa de extermínio dos judeus diferente em diferentes países?
- 7. O inquietante caso francês
- 8. Anti-semitismo à solta no Leste
- 9. A conferência de Wannsee
- 10. Perguntas e respostas
A história, entre a culpa e o orgulho
A memória humana pode ser inacreditavelmente precisa nalgumas ocasiões e assustadoramente volátil e nebulosa noutras. O ser humano tem propensão para reescrever o passado de forma a eliminar ou esbater episódios embaraçosos e a empolar e embelezar aqueles que o mostram a uma luz mais favorável. Este impulso para distorcer a realidade em nome da auto-preservação e do auto-engrandecimento conheceu forte impulso com o advento da era da “pós-verdade” e dos “factos alternativos”. Esta nova atitude mental não significa, obviamente, que os líderes políticos e governantes começaram agora a mentir ou a “proferir inverdades” – prática com ininterrupta tradição desde a primeira vez em que o cabecilha de um bando de trogloditas prometeu à tribo mamutes maiores e mais tenros se o ajudassem a eliminar um rival – mas que às massas deixou de importar se os líderes que apoiam dizem ou não a verdade; ou seja, com o facto de, na era do acesso universal a todo o tipo de informação e de mecanismos de verificação de factos, as massas terem, escolhido ouvir apenas aquilo que confirma os seus preconceitos (o que pode ser visto como uma reacção obtusa e preguiçosa à sobrecarga de informação do nosso tempo).
Continuar a ler aqui
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Texto de Hélder Ferraz
O portão de Auschwitz-Birkenau está fechado?
Lamentar faz parte da vida. Mas tenhamos cuidado para não sermos absorvidos por uma hipocrisia massificada. Lembremo-nos de que Churchill era defensor do eugenismo, apesar de heroicamente ter combatido a frente nazi.
Continuar a ler aqui
Etiquetas:
«cuidado!»,
blogue das lamentações?!,
Elie wiesel,
hipocrisias
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Carta de um judeu grego que sobreviveu a Auschwitz esteve 70 anos à espera de ser lida
Esta carta de um judeu grego que sobreviveu a Auschwitz esteve 70 anos à espera de ser lida
Foi escrita em 1944 e enterrada perto de um dos fornos crematórios deste complexo de extermínio na Polónia. Descoberta em 1980, só agora viu o seu conteúdo decifrado. “Não tenho medo de morrer”, escreve o soldado. “Afinal, como posso eu ter medo depois de tudo o que os meus olhos viram?”
Ler mais aqui
Subscrever:
Mensagens (Atom)
